segunda-feira, 9 de julho de 2012
PARA TI MEU PRIMO !
A coisas como doenças na merda da vida que nos fazem sentir impotentes quando sabemos que nada além das palavras de reconforto podemos fazer para ajudar, mas são palavras, meras palavras... retribuídas pelo valor de um sorriso!
Pior mesmo são as pessoas deprimidas, que sem se aperceberem, querendo fazer o melhor para ajudar acabam por desmotivar.
E preciso acima de tudo ter esperança... pensamentos positivos atraem coisas positivas, por vezes até fazem milagres!
Sou demasiado transparente e se me pedem para ser franca, dou a minha opinião, verdadeira, mesmo que dura e crua!
Não vale a pena dizer «tudo vai correr bem» quando já se esta na merda até ao pescoço, temos sim que dizer que vale a pena lutar juntado-lhe revolta e raiva!
Estou contigo todos os dias e embora não o diga as vezes que gostaria, eu sei que o meu pensamento chega até ti, porque a coisas que se sentem...
Quero-te muito!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Último adeus a minha avó!
Por vezes a nossa capacidade de reconhecer o valor das pessoas é mínima, mas quando as perdemos vemos realmente o tempo que deitámos fora.
Embora soubesse que fosse acontecer, é sempre dificil aceitar a morte, aceitar que não ouvirei mais aquela voz cheia de ternura, ver aquele olhar doce e gentil…
Mas para sempre fica o teu exemplo de vida, de coragem, de luta, de entrega, de sofrimento e amor...
Dia 14 de Agosto de 2009 pelas 19h10, a minha avó materna morreu, já não tenho mais avós! É um ciclo que se encerra e que nos faz lembrar que também nós estamos a envelhecer...
Não sei como me sinto... confesso que não encarei muito bem a situação depois de a ver deitada naquele caixão...
Um misto de alívio, pelo sofrimento destes últimos anos, de impotência, perante a certeza de nada poder fazer para mudar os factos, de tristeza...
Custa-me constatar que um pouco de mim, do que sou, do meu "eu", morreu com ela...
Mãe Germana, fostes única… agora descansas em paz no céu… como sempre acreditas-te que existisse como as tuas infinitas orações, tenho a certeza de que estas bem e em plenitude, obrigado pela tua sábia e generosa companhia por me ensinares a ser uma pessoa melhor, de bem, fibra, força; e a nunca perder o respeito e a fé!
Boa viagem avó e obrigado!
Foram 91 primaveras
quarta-feira, 3 de junho de 2009
FAZ DE CONTA ...

Faz de conta que uma profissional com dezasseis anos de experiência decide mudar de vida, de trabalho, de cidade. E faz de conta que quando chega ao posto de trabalho para queimar os últimos cartuchos, como tal, não existe, porque passou para a outra pessoa contratada para substituir a profissional que vai mudar de vida. Faz de conta, claro. E faz de conta que, o chefe da profissional lhe diz que lamenta a sua ida. A profissional continua a fazer de conta e chega todos os dias às 8h30 da manhã enquanto a substituta faz de conta que não substitui ninguém (o faria o mesmo!). Enfim a coisas que custam… Faz de conta que tudo isto acontece numa PME nacional, daquelas que estão sempre a favor da integração da mulher no mundo laboral. Faz de conta…
Mas não faz. Porque a profissional, que se lembre, quando decidiu ir embora não lhe fizeram reset ao cérebro, nem a iniciativa ou a inteligência e muito menos os olhos da cara como para reparar que lhe estão a tentar passar a mão no pelo, transmitindo que estamos todos na boa! Não faz de conta porque a profissional, que até não é parva, já viu esta história demasiadas vezes: cada vez que uma mulher retomar o seu trabalho ou recomeça num outro local, tem que lutar para não ser posta de lado, ignorada e tratada como atrasada mental, como se ter uma filha a impedisse de desenvolver o trabalho em plena igualdade com o resto. Mas desta vez o faz de conta chegou longe demais e a profissional já não tem tempo para se chatear com jogos de poder, sem nunca solucionar o maior problema que é a absoluta falta de respeito à profissional que, não fosse isto um faz de conta, até podia ser eu. Mas isto é um faz de conta, claro, e o insulto à inteligência, a péssima gestão do trabalho de equipa e a falta de previsão são só parte desta historia criada por esta minha imaginação. Como as reuniões meia hora antes da hora de saída, almoços de "trabalho", que duram uma digestão com sessões de graxa, que bonito é trabalhar em Portugal, país onde ninguém parece ter filhos porque se os tem devem ser educados por criadas internas, por umas avós escravas, ou então pelas mães que tiveram que escolher fazer um intervalo nas carreiras. Porque isto não é uma declaração, é uma queixa, é uma pena, um asco e só poderá mudar até chegar à chefia uma mãe que goste de brincar com os filhos, de os ajudar com os deveres, de lhes dar banho e o beijo de boas noites, educar, estar presente, ser mãe. E sem renunciar à carreira. E sem deixar trabalho para amanhã. E sem estar ausente. Porque é possível, desculpem lá. Basta não perder tempo, com conversas da treta ou comentários sobre o ultimo jogo do Benfica/Académica, porque é possível almoçar sem chegar com um hálito assassino, porque de casa vem-se comido e mijado, porque vai-se ao escritório para trabalhar e não para comparar pilinhas, porque há tempo para tudo, até para subir no escalão, na carreira e na categoria sem ter que lamber cus e rir as piadas idiotas, fazer reuniões inúteis sempre marcadas a horas impróprias e porque conciliar não é fingir que não se têm filhos. Sim, é preciso que sejam as mulheres a mudar, porque já vimos que com os gajos a mandar o horário laboral dura dez horas no mínimo; É preciso que a flexibilidade não seja entendida como desleixo, que não importa o número de horas em que o cu está acomodado no escritório mas sim o que se faz nesse tempo e que um empregado satisfeito produz mais e melhor. Esta é a minha forma de estar na vida, prefiro reduzir horário e salário, mesmo sabendo que assim nunca passarei deste estado intermédio de "empregada de…" até ao ano 2050 ou mais, porque não estarei presente nas importantíssimas reuniões onde se debaterá as brilhantes ideias, como não terei tempo para ouvir as graçolas dos meus chefes, como estarei fora do ambiente corporativo e da gravata sem filhos, não verei uma subida no ordenado, não contarão comigo para esses fascinantes projectos que impliquem sair do escritório às oito da noite, mesmo que dê ao litro desde as oito e meia da manhã até às cinco da tarde, ininterruptamente, sem comer, sem fumar um cigarro, sem perder tempo. Tempo que preciso para estar com a minha filha, para ser mãe, que para isso a tive.
PS: Também há pais que sofrem, desculpem lá qualquer coisa …
E é por essas e por outras que me vou mesmo embora…
UFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFA
Já me sinto melhor! ;O)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
VOU MUDAR DE VIDA ! ! !

Está decidido!
Porque o mundo não pára, e porque quero aproveitar esta vida…
É esse o objectivo, não é?
Não foi uma decisão fácil de tomar…
Mas quero cometer novos erros, sair da rotina, ou ser simplesmente feliz!
Não vou desmoralizar, apenas caminhar, mesmo que as coisas não corram com planeei.
Não é a primeira vez que o faço, espero mudar para melhor.
A minha motivação e o meu empenho estão elevados, esta é a fase mais complicada, até normalizar; acho que o essencial é aceitar que pode demora mas que vamos conseguir!
Se um dia decidirem "Vou mudar de vida" pensem no que realmente querem e o que podem ganhar e perder com isso.
Assim poderão decidir com confiança, determinação e com a certeza que estão a fazer a coisa certa.
Porque o que nos custa realmente aceitar são as nossas falhas.
Quero crescer... estar mais tempo com a família, os amigos, aproveitar e acompanhar todos os momentos da vida da minha filha, e é só nisto que tenho de pensar.
Entretanto, estou por ai…
Aidocas ;O)
quinta-feira, 19 de março de 2009
Pai… Preciso dizer que te Amo!
Pai…
Não há uma expressão exata, para definir o que quero e preciso dizer...
Talvez agora consiga expor em palavras, o que tenho em pensamento. ..
Deve existir algo ilimitado no amor de um pai, algo que não pode falhar.
Na infância gostamos de pensar que o nosso pai tudo pode, que nos defende, mesmo que seja contra o mundo inteiro…
Mas sendo crianças, surgem momentos de desilusão e revolta!
Porquê, mesmo estando presente se consegue sentir uma ausência tão grande ?
Crescemos, e tentamos perceber… Arranjar respostas aos nossos porquês!! Mil e uma explicações podemos dar...
Mas que interessa agora ! É passado, tu lá sabes...
E porque o amor pode compreender tudo.
E porque no fundo é o que sinto…
E não digo isto por seres meu pai,
Mas sim porque te AMO.
Amo-te Pai
Um Feliz Dia!

